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    segunda-feira, 10 de março de 2014

    Luís Franco Bastos actuou no São Jorge após a sua mãe ter falecido

    No dia em que estreava o seu espetáculo "Roubo de Identidade" Luís Franco Bastos perdeu a sua mãe, mas apesar da dureza do momento, o comediante não cancelou o espetaculo e foi avante. Apenas informou o público no fim do espetaculo. Entretanto, no episódio de hoje do "Outra Coisa" o seu colega Diogo Beja fez questão de homenagear Luís Franco Bastos e colocou no ar um episódio do "Outra Coisa" ao vivo que coincidiu com o seu dia de anos.



    Na sua página no Facebook, Luís Franco Bastos partilhou um vídeo da mãe e escreveu:

    «Ontem era suposto ser um dos melhores dias da minha vida. Foi o pior. Algumas horas antes do "Roubo de Identidade", perdi a minha mãe. Fiquei sem a minha fã número 1. Por mais esgotada que a sala estivesse, qualquer sala e qualquer momento da minha vida agora vai ter sempre uma cadeira vazia. E ocupada ao mesmo tempo. Nessa cadeira, mais ninguém se vai sentar. Quis sempre fazer o espectáculo - por mim, por vocês e por ela. Não foi um acto de coragem, como muitos me têm dito. Foi a única opção possível. Se não fizesse, morria eu também. Não ia aguentar ficar quieto a olhar para as paredes. Nem estaria a honrar a memória da minha fã número 1 - comprou 15 bilhetes para a família toda no dia a seguir a estarem à venda. Não deixaria de fazer a única homenagem que me era possível fazer. Ela detestaria saber que eu tinha deixado de fazer algo por causa dela - principalmente algo tão importante que ela apoiava e valorizava acima de qualquer pessoa (tal como o meu pai). É impossível resumir ou explicar o que era a minha mãe. Mas, tentando, diria que era a pessoa mais dedicada e preocupada com tudo e toda a gente que a rodeava que alguma vez conheci. Teve medo de cães toda a vida. Nunca se aproximou de nenhum, não foi educada com animais. Até que conheceu um rafeiro chamado Balotelli - só porque era meu, tornou-se a segunda criatura que ela mais adorava. Tratava-o como o neto que nunca chegou a ter. Queria dar-lhe tudo. Dava-lhe do prato dela. Salsichas com couve-lombarda. Carne de porco à Alentejana. Eu tentava dosear isso. "É um cão, não pode comer essas coisas! Se lhe queres dar um miminho, dá-lhe pão que isso não faz mal", "Ah, ele pode comer pão? Boa, já não me esqueço!". Uma semana depois, chegamos a casa dela e somos recebidos com "Descongelei pão para o Balotelli!". Não se pode resumir, mas isto era e será sempre a minha mãe. Se sou o que sou hoje, devo-lhe a ela 99% ou mais - nunca deixaria de fazer o espectáculo. Não me vou despedir, até porque ainda não acredito. Hoje há mais às 22h. A tua cadeira está lá. Fila da frente porque és pitosga. Até já, Mãe. Love you».





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