• Breaking News

    Pesquisar neste blogue

    quinta-feira, 3 de julho de 2014

    Jornalista Alexandre Santos responde a Enzo Perez

    Ontem foi criada uma grande polémica à volta de um vídeo de Enzo Perez (ver aqui), depois de ter proferido um palavrão quando o jornalista da RTP Alexandre Santos lhe pediu algumas palavras na zona mista. Inicialmente pensou-se que o jogador Argentino se estaria a referir ao país, mas o jogador já veio a público afirmar que tal não é verdade e indirectamente afirmou que se estava a referir ao jornalista.


    Adeptos benfiquistas afirmam que o jornalista é adepto do Sporting e que poderá ser esse o motivo do desentendimento.


    Hoje é a vez do próprio jornalista responder a Enzo Perez num artigo de opinião no site da RTP com o título “Vai Tu“.



    Agora que o título captou a vossa atenção, vou falar-vos sobre o que aconteceu ontem com o Enzo Pérez. E vou fazê-lo sem reservas. Por isso, criançada e gente que não diz asneiras, cliquem noutro sítio qualquer.


    Primeiro, as primeiras coisas. Vamos falar de instintos. Essa coisa primitiva que tentamos disfarçar. O mecanismo ação/reação, a crú.


    Ação: O Enzo passa. Eu pergunto. Ele faz má cara. Continua a andar e atira para trás do ombro esquerdo um “A la mier**!”.


    Reação: (…)


    Reação mental: “ Fo…-se! Este gajo passou-se!”


    Eu sei que o ideal seria eu ter pensado que estava ali a representar o interesse e a curiosidade portuguesas. Acho que o Enzo deveria ter pensado nisso. Mas, honestamente, naquele momento, nada disso me passou pela cabeça.


    Segundo: a interpretação. Aquilo que fazemos depois. Os descontos que damos ou os sentimentos que acrescentamos.


    Ponto prévio: Digo muitas asneiras. O Enzo ao pé de mim é um menino. Os meus amigos sabem. A minha mãe envergonha-se.


    Segundo ponto prévio: Temos a obrigação de ser profissionalmente educados. Tenho um microfone que tem o peso de representar milhares de colegas de um lado e milhões de pessoas do outro. Pesará o mesmo que a bandeira que o Enzo Pérez carrega no peito. Eu lembrei-me disso. Ele esqueceu-se.


    O desconto que lhe dou:


    Aqui há dias, a caminho do Arena Fonte Nova, tocou-nos uma caminhada de quase 2 km debaixo de trinta e tal graus e do sol castigador de Salvador da Bahia. O problema é que eramos só dois a alombar com câmera, tripé, computador de edição, outro computador, a minha mala, a mala do Rui. Não havia mão disponível para enxugar o suor que escorria cara abaixo. Algures, a mais de meia subida, há um desses ‘caras-cheios-de-frescura’ que topa as nossas credenciais e abranda o passo para me perguntar, alto e bom som: “E aí, amigo, vai dar para liberar um ingresso dos seus?”


    Sei que a minha reação deveria ter sido outra mas, naquele momento, a língua nem ao coração se ligou. Ficou-se pelos intestinos. “E se fosses gozar com o c…, pá?”. Pois. Desculpa, mãe!


    O Enzo deve estar a gostar tanto de estar no banco como eu gosto de levar baile ladeira acima. Sei que ele não tem desculpa. E eu também não.


    Eu não deveria ter respondido. Ele não deveria ter dito aquilo.


    Acho, contudo, que a indignação é legítima e pode ser um exercício individual ou colectivo. Quem ouviu aquilo tem o direito de se sentir como quiser. Vocês aí em casa, a RTP, os outros portugueses, os benfiquistas, os não-benfiquistas. Eu só peço ao Enzo Pérez que, da próxima vez, em Brasília, ele diga de frente o que tiver para dizer. Que alinhe a cara e os ombros comigo. Porque de tudo, o que menos gostei foi que ele tivesse falado para trás das costas.


    Conclusão: Não gostei do que ouvi. Nunca tratei mal o Enzo Pérez e nunca percebi que alguém o tivesse feito no meu país. Acho que é absolutamente lamentável, mas, em abono da minha verdade, no campo da relação profissional não foi o episódio mais grave que registei neste Mundial. Em Manaus, à porta do hotel da Seleção, os jornalistas não ouviram palavra feia, mas foram tratados como m… No meio de um arrazoado de mentiras escusadas, foram gratuitamente mal-tratados. Apeteceu-me mandá-los para aquele sítio, mas travei-me. Era o que o Enzo Pérez deveria ter feito. Orgulha-te mãe, porque estou a fazer progressos.





    The post Jornalista Alexandre Santos responde a Enzo Perez appeared first on Humor Bizzarru.


    Sem comentários:

    Enviar um comentário